Trocando o “vou fazer o possível” para “vou fazer o meu melhor”!

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Outro dia estava ministrando uma palestra para professores em um município do Mato Grosso do Sul. Debatíamos sobre Avaliação.

Fiquei empolgada com a participação dos docentes ali presentes falando sobre suas experiências e necessidades, embora um ou outro (mas isso sempre ocorre) não prestasse atenção ou até mesmo quase dormisse, manifestando sinais de descaso ou desrespeito consigo mesmo.

Comentamos no intervalo com as coordenadoras de formação de professores, sobre como comumente era o envolvimento cotidiano dos educadores da região em questões relevantes da Educação, como a abordada no evento, afinal reflexões diárias e eventos como aquele serviam para a melhoria do processo profissional em que eles estavam envolvidos. Propúnhamos um trabalho continuado de troca de experiências como aquela.

Foi com certa tristeza que naquele momento soube que havia dificuldades enormes para reunir professores em momentos como aquele, por diversos motivos, e dentre eles, a falta de motivação em si. Uma grande parcela só participava dos debates se no espaço destinado à hora atividade, ou se pudesse compensar o horário e, caso contrário, nem aparecia.

Entendo. Mas não aceito.

As coordenadoras continuaram dizendo que preferiam não estressá-los, que ainda davam “graças a Deus” por terem esses professores atuando na rede, que a maioria nem era formada, muito menos estava em sala de aula partilhando da sua própria área e que elas trabalhavam assim no dia a dia, com o que tinham, apagando os incêndios, suprindo demandas conforme surgiam os problemas.

Entendo. Mas não aceito.

É verdade que quase a metade dos professores, principalmente do Ensino Médio, seja de escolas públicas ou particulares no país dão aulas que não correspondem a sua formação original. Sabemos também que um terço desses professores atua especificamente em áreas que fogem a sua graduação. Esse quadro vem se mantendo desde 2012 praticamente sem alteração segundo tabulação do Movimento Todos pela Educação.

Conhecemos a realidade. Dura! Não que devamos fechar os olhos para a escassez de contingente, mas devemos abrir o coração para aquilo que fazemos, para fazê-lo em abundância. O que pensamos e o como agimos é o que transformamos em realidade. Nada exterior justifica a falta de motivação para trabalhar com empenho.

Assim, se temos que assumir o que não nos pertence… que seja! O que não podemos é desamparar crianças e jovens sem o mínimo de conhecimento. O que não podemos é nos contentar em fazer apenas o que é possível, fazer mais ou menos. Não dá pra ser morno. Dormir durante as formações docentes enquanto os demais debatem a Educação.

É preciso fazer o melhor enquanto não há nada melhor a fazer… É preciso crescer individualmente e brilhar. É preciso contagiar os demais com mais saber e com luz. É preciso ter amor e capricho em tudo que se faz. É preciso se dedicar de coração. Não porque os outros estejam ou não vendo, mas porque somos verdadeiro quando fazemos aquilo que ninguém mais vê, e mesmo assim fazemos o melhor.

Vejo aqui no país muitas pessoas tratarem seus clientes dizendo, vou fazer “o possível”! Quero ver professores atendendo seus clientes dizendo: Vou fazer “o meu melhor”!

Que a mudança que queremos para o mundo ocorra primeiramente em nós.

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