Antes de ser professor, ser humano.

Professor_

Desarme-se e ame as crianças e os jovens que passarem por seu caminho.
Digo porque sem amor não há como se estabelecer relações produtivas, e sem relações saudáveis em sala de aula, não há como criar o gosto pela pesquisa e pelo aprendizado.
Seja humano!
Você, professor, está no exercício desta profissão com um objetivo: o de que seu aluno aprenda! E aprenda para ser e fazer feliz. Para que isso aconteça, o mundo ao redor desse estudante deve ser estimulante o suficiente para causar-lhe espanto, curiosidade e sentimentos. E é você o responsável por causar tudo isso nele.
As relações se estabelecem por meio dos sentimentos que elaboramos nos diversos encontros, sejam entre as pessoas, com outros seres e também com o ambiente. Tudo interage e se conecta. A afetividade envolvida no processo de aprendizado cria vínculos produtivos e facilita a ampliação da consciência do nosso papel no mundo.
Crianças e jovens quando estabelecem uma relação afetiva com seus professores, percebem-nos como parte integrante dos seus mundos e se tornam mais confiantes para se arriscarem em novos desafios.
A partir dos vínculos que as pessoas estabelecem, elas assumem papéis diferentes nos grupos com os quais convive. E é a partir desta convivência que começa a construir o seu próprio eu, aprender a ser a pessoa que é, numa autoconstrução que permeia toda a vida. A construção de si mesmo ocorre por meio das relações e será mais saudável, quanto mais positiva forem as experiências de vínculos afetivos diante das muitas realidades vividas.
Assim, quanto mais sabemos sobre nós, sobre o outro e sobre o mundo, mais podemos e queremos aprender. Nesta perspectiva a escola não deve se limitar a currículos superficiais, apenas cumprindo o estabelecido e o esperado. A escola deve extrapolar e ir além das propostas de memorização para as provas, a escola, na figura do professor, possui a responsabilidade de refletir sobre os propósitos do aprendizado, pra que ele tenha significado para a vida destas crianças e jovens e esteja fortemente integrado à realidade do coletivo.
Desarme-se. E ame o que você faz intensamente, ame-se e ame cada um dos seus alunos, porque seu trabalho forma pessoas e precisamos de pessoas formadas para aprender continuadamente e com prazer, para criar mais vínculos afetivos e, principalmente, para amar!


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