E aí, os alunos precisam estudar nas férias?

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Nunca devemos tirar férias da Educação, mas isso não quer dizer que vamos deixar nossos alunos estudando, escrevendo, lendo (com compromisso), num período de descanso das obrigações estudantis. Mas isso, não é motivo para não aprender. Sempre é tempo de aprender, mas nem sempre é tempo de estudar! Aprender nas férias é muito mais legal, sempre vemos coisas diferentes e com pessoas diferentes. Um estudo da Academia Norte-Americana de Pediatria (AAP) revelou que, além de descanso e diversão, as férias podem ser muito positivas para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança.

Não podemos esquecer que brincadeira também educa, também ensina e às vezes muito mais que no modelo tradicional de aula. Os pais podem utilizar o brincar como instrumento para o desenvolvimento das crianças e jovens, oferecendo-lhes oportunidades para criar, explorar, divertir e experimentar os jogos. É com a prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam os conhecimentos sobre si, sobre os outros e sobre o mundo que está ao seu redor e desenvolvem as múltiplas linguagens. A sociabilidade da criança se desenvolve. Brincando, a criança estará buscando sentido para sua vida. Sua saúde física, emocional e intelectual depende, em grande parte, dessa atividade lúdica.

Viajar, também é uma ótima dica para o aprendizado. O pensamento da família em levar as crianças para lugares diferentes e fazê-las entender como funciona, por exemplo, um país que vive sob o regime do Comunismo, ou estudar o relevo, clima e vegetação característicos da região. Quem viaja de carro também pode estudar conceitos de física relacionados ao funcionamento do motor ou à inércia após uma freada mais brusca. O aluno que faz esses tipos de associações sempre acaba se lembrando da matéria ou a aprendendo.

Que tal procurar dicas sobre atividades para fazer com as crianças e jovens durante as férias? Existem diversos sites que podem te ajudar nessa busca, como, por exemplo, o Território do Brincar e o Portal de Professor, do MEC.

Acabei encontrando a internet, um pdf de registro de respostas das crianças, ao longo dos anos. Ou melhor, “100 perguntas que vão dar o que falar” (esse é o nome do arquivo). Qual foi o dia mais feliz da sua vida? O que você mais gosta de fazer na escola? Como você acha que vai ser o mundo daqui a cem anos? Do que você mais gosta de brincar?

O que você acha de fazer algumas perguntas aos filhos ou crianças que convive registrar as respostas e compará-las ao longo dos anos? Essa é a ideia de 100 perguntas que vão dar o que falar, uma iniciativa do movimento Todos Pela Educação agora disponível em formato digital, que permite tanto imprimir quanto registrar as respostas no próprio arquivo e revisitá-las de tempos em tempos.

Após cada uma das 100 perguntas do caderno, há um espaço para o registro das respostas, ano a ano, e um comentário inspirador. Com o passar do tempo, é possível retomar uma pergunta já feita, comparar as respostas atuais com as anteriores e, por que não, tentar imaginar o que virá no futuro.


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