Estagnado, Brasil fica entre os piores do mundo em avaliação de Educação.

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A principal avaliação da Educação Básica no mundo indica estagnação no desempenho escolar dos alunos brasileiros, com resultados ainda em níveis muito baixos. O país segue nas piores colocações  na comparação com outros 70 países e territórios.

Pela segunda edição consecutiva, as médias dos alunos brasileiros não avançaram nas três áreas avaliadas: matemática, leitura e ciências. O Brasil assume a 63ª posição em ciências, 59ª em leitura e 66ª colocação em matemática. A prova avalia adolescentes de 15 e 16 anos a cada três anos.

Mais de 70% dos alunos não conseguiram alcançar o nível 2 da avaliação, em uma escala que vai até o 6. O nível 2, é classificado pelo OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o mínimo adequado para exercer a cidadania.

Para especialistas, o desempenho dos estudantes revela uma educação estagnada, reflexo de um país que tem professores malformados, o “conteudismo” como metodologia predominante e é incapaz de corrigir falhas apresentadas em cada nível de ensino.

Entre os Estados brasileiros, estudantes do Espírito Santo vêm à frente no desempenho nas áreas de ciências e leitura, e os alunos do Paraná, em matemática. Os adolescentes no Rio Grande do Sul assumem a 6ª, 9ª e 7ª posições respectivamente. Alagoas é o último colocado nas três áreas, com pontuação de até 30% inferior a dos que lideram a lista.

O abismo que se vê entre os Estados também se revela entre o ensino das escolas federais e particulares e o das escolas municipais e estaduais.

O ensino que se pratica no Brasil é o do “conteudismo”. O professor não está preocupado com a aprendizagem, mas em passar conteúdo. Se ele passou o conteúdo, com esse verbo mesmo, ele se sente com o dever cumprido. Se o aluno não entendeu, o problema é dele. Muito do rendimento do aluno também depende da expectativa dos pais e de como a transformam em acompanhamento. Só que os pais transferiram a responsabilidade do ensino integralmente para a escola, e a escola trabalha com competência baixíssima, em sua grande maioria. E daí é um jogo de empurra, dos pais para a escola, da escola para os alunos. O resultado está aí.

CONFIRA OS MELHORES COLOCADOS:

Ciências
1º Cingapura: 556 pontos
2º Japão: 538 pontos
3º Estônia: 534 pontos
4º Taipei chinesa: 532 pontos
5º Finlândia: 531 pontos
6º Macau (China): 529
7º Canadá: 528
8º Vietnã: 525
9º Hong Kong (China): 523
10º China: 518

Leitura
1º Cingapura: 535 pontos
2º Hong Kong (China): 527 pontos
3º Canadá: 527 pontos
4º Finlândia: 526 pontos
5º Irlanda: 521 pontos
6º Estônia: 519
7º Coreia do Sul: 517
8º Japão: 516
9º Noruega: 513
10º Macau (China): 509

Matemática
1º Cingapura: 564 pontos
2º Hong Kong (China): 548 pontos
3º Macau (China): 544 pontos
4º Taipei chinesa: 542 pontos
5º Japão: 532 pontos
6º China: 531
7º Coreia do Sul: 524
8º Suíça: 521
9º Estônia: 520
10º Canadá: 516

CONFIRA OS PIORES COLOCADOS:

Ciências
70º República Dominicana: 332
69º Argélia: 376
68º Kosovo: 378
67° Macedônia: 384
66º Tunísia: 386
65º Líbano: 386
64º Peru: 397
63º Brasil: 401
62º Indonésia: 403
61º Jordânia: 409
60º Geórgia: 411

Matemática
70º República Dominicana: 328
69º Argélia: 360
68º Kosovo: 362
67° Tunísia: 367
66º Macedônia: 371
65º Brasil: 377
64º Jordânia: 380
63º Indonésia: 386
62º Peru: 387
61º Colômbia: 390
60º Líbano: 396

Leitura
70º Kosovo: 347
69º Líbano: 347
68º Argélia: 350
67° Macedônia: 357
66º República Dominicana: 358
65º Tunísia: 361
64º Indonésia: 397
63º Peru: 398
62º Geórgia: 401
61º Qatar: 402
60º Albânia: 405
59º Brasil: 407


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