Um passeio por Sidney: Projetos e mais de 100 alunos aprendendo juntos

Captura-de-pantalla-2013-09-18-a-las-10.27.07-1115493_630x210

Entrando no Centro para a Inovação na Aprendizagem…um passeio em Sidney, Austrália.

Dividir esta enorme aula e reconhecer um cenário de aprendizagem autónoma, diversificada e dirigida, principalmente, pelos alunos.

Umas cem crianças entre onze e doze anos trabalham sozinhas, em duplas ou em grupos de três. Chama a atenção a diversidade de instrumentos com que trabalham. Parece que cada um trouxe seu próprio dispositivo tecnológico. Independente do que fazem, estão entretidos. Como se organiza a aprendizagem num lugar assim? Todos estão focados em diferentes atividades e parecem que estão mais do que acostumados com visitas, assim, por que não investigar um pouco mais e ver onde vai dar tudo isso.

As crianças conquistaram o espaço  buscando um lugar para aprender. O grupo encena uma grande variedade de posições. Alguns trabalham em forma circular, outros bem retos, tem inclusive quem faz um amontoado. Ocupam cadeiras, mesas, cadeirões, colchonetes, pufs, sofás e o próprio chão. Todos estão ali, não existe dúvida, da para ouvir o barulho do trabalho, das conversas, das mentes pensando e teclando no computador. E o som de cérebros em ebulição. Agora, o que se escuta é o estrondo que se espera ao ter cem crianças juntas num espaço assim.

Algumas imagens que cobrem as portas de vidro, chamam a atenção. Ao chegar perto descubro que marcas de cartolina com diferentes formas e cores organizam o espaço. Essas composições  mostram um monte de fotos em preto e branco de diferentes crianças. De repente, um menino se levanta entusiasmado, se aproxima de uma professora e passa a meu lado com uma pequena foto. Pegou-a onde se lê “As famílias dos animais”.

Por fim me dou conta, as fotos correspondem aos alunos que estão na aula. Livremente, vão colocá-las nas distintas marcas delimitadas sobre as paredes. Aproximando-me, leio e comprovo que existem fotografias que se repetem. Muitos deles pegaram seu retrato em mais de um destes espaços. Em cada espaço, um letreiro apresenta um título; tais como “a riqueza dos ecosistemas”, “uma grande diversidade animal”, ou “a pirâmide da vida” entre outros.

Atento às palavras, me chama a atenção o uso que os alunos fazem dos verbos como: definir, analizar ou evoluir. “Esta atividade consiste em descrever as características de um animal de cada taxonomia” disse uma menina a outra “não em defini-lo”, completa. “Ah, é verdade , que bom! Já estava cansada de tanta definição…” lhe responde. Os verbos criar, comparar, classificar, selecionar, desenvolver, explicar, ordenar… aparecem com frequência nas conversações e se refletem nas atividades de distinta natureza.

Começo a gostar de decifrar os códigos pedagógicos de um espaço de aprendizagem como este. Coloco o disfarce de Sherlock educativo e me lanço a um novo mistério. Já tenho informação suficiente para elaborar alguma outra hipóteses. O que você pensa de tudo isso? Continuarei investigando para não tirar conclusões equivocadas…

http://www.escuela21.org/superaulas-proyectos-y-mas-de-100-alumnos-aprendiendo-juntos-i/

Texto traduzido.

 

 

 


 Curta o TOPP no facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *